O Que é Diabetes?

O QUE É DIABETES

Diabetes é uma doença crônica na qual o corpo não produz insulina ou não consegue utilizar adequadamente a insulina que produz.

A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas que controla a quantidade de glicose no sangue. O corpo precisa desse hormônio para utilizar a glicose, que obtemos por meio dos alimentos, como fonte de energia.

Portanto, quando a pessoa tem diabetes, a glicose no sangue aumenta, fato que poderá trazer danos em órgãos, vasos sanguíneos e nervos.

PÂNCREAS

O pâncreas (Fig.1) é uma glândula no abdômen, atrás do estômago localizada entre o duodeno e o baço, que integra os sistemas digestivo e endócrino que produz alguns hormônios importantes para nosso sistema digestivo.

Em condições rotineiras, quando o nível de glicose do sangue aumenta, células especiais, chamadas células beta, produzem insulina. Assim, de acordo com as necessidades do organismo no momento, é possível determinar se essa glicose vai ser utilizada como combustível para as atividades do corpo ou será armazenada como reserva, em forma de gordura.

Insulina
Figura 1. Localização Anatômica do Pâncreas

DIABETES TIPO 1

Em algumas pessoas, o sistema imunológico ataca equivocadamente as células beta localizadas no pâncreas e quando isso ocorre, pouca ou nenhuma insulina é liberada para o corpo. Como consequência a glicose concentra-se no sangue, ao invés de ser usada como energia, caracterizando o Diabetes Tipo 1, que representa entre 5 e 10% do total de pessoas com a doença.

O Tipo 1 aparece geralmente na infância ou adolescência, mas pode ser diagnosticado em adultos também. Essa variedade é sempre tratada com insulina, medicamentos, planejamento alimentar e atividades físicas, para ajudar a controlar o nível de glicose no sangue.

DIABETES TIPO 2

O Tipo 2 aparece quando o organismo não consegue usar adequadamente a insulina que produz ou não produz insulina suficiente para controla a taxa de glicemia.

A grande maioria das pessoas com Diabetes têm o Tipo 2, mais frequente em adultos, mas também pode atingir as crianças.

Dependendo da gravidade, o Diabetes Tipo 2 pode ser controlado com atividade física e planejamento alimentar. Em casos mais graves, é necessário o uso de insulina e/ou outros medicamentos para controlar a glicose.

DIABETES GESTACIONAL

Durante a gravidez, para permitir o desenvolvimento do bebê, a mulher passa por mudanças em seu equilíbrio hormonal. A placenta, por exemplo, é uma fonte importante de hormônios que reduzem a ação da insulina, responsável pela captação e utilização da glicose pelo corpo. O pâncreas, consequentemente, aumenta a produção de insulina para compensar este quadro.

Em algumas mulheres, entretanto, este processo não ocorre e elas desenvolvem um quadro de diabetes gestacional, caracterizado pelo aumento do nível de glicose no sangue. Quando o bebê é exposto a grandes quantidades de glicose ainda no ambiente intrauterino, há maior risco de crescimento excessivo e partos traumáticos, hipoglicemia neonatal e até de obesidade e diabetes na vida adulta.

PRÉ-DIABETES

O termo pré-diabetes é usado quando os níveis de glicose no sangue estão mais altos do que o normal, mas não o suficiente para um diagnóstico de Diabetes Tipo 2. Pessoas com síndrome metabólica, ou seja, obesos, hipertensos e com alterações no perfil lipídico estão no grupo de alto risco.

É importante destacar que 50% dos pacientes nesse estágio ‘pré’ vão desenvolver a doença. O pré-diabetes é especialmente importante por ser a única etapa que ainda pode ser revertida ou mesmo que permite retardar a evolução para o diabetes e suas complicações.

Muitos pacientes, ao serem comunicados de que têm pré-diabetes, não enxergam no diagnóstico grande problema e não se cuidam adequadamente que leva ao agravo do problema. Vale lembrar que o pré-diabetes pode prejudicar nervos e artérias, favorecendo diversos outros males, a exemplo de infarto e derrames.

 ESTATÍSTICA

A mudança de hábito alimentar e a prática de exercícios são os principais fatores de sucesso para o controle. 95% dos pré-diabéticos têm dificuldades com o controle de peso, dieta saudável e exercícios regulares.

De acordo com a International Diabetes Federation, entidade ligada à ONU, existem no mundo mais de 380 milhões de pessoas com diabetes. Na maioria dos casos, a doença está associada a condições como obesidade e sedentarismo, ou seja, pode ser evitada. É possível reduzir a taxa de glicose no sangue com medidas simples. Perder de 5 a 10% do peso por meio de alimentação saudável e exercícios faz uma grande diferença na qualidade de vida.

Diabetes no Brasil

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